terça-feira, 20 de julho de 2010

Dia do amigo!


Fernando Pessoa - Dedicatória aos Amigos...

Um dia a maioria de nós irá separar-se.
Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, das descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que partilhamos. Saudades até dos momentos de lágrimas, da angústia, das vésperas dos finais de semana, dos finais de ano, enfim... do companheirismo vivido.
Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre.
Hoje não tenho mais tanta certeza disso.
Em breve cada um vai para seu lado, seja pelo destino ou por algum desentendimento, segue a sua vida.
Talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe... nas cartas que trocaremos.
Podemos falar ao telefone e dizer algumas tolices... Até que os dias vão passar, meses...anos... até este contacto se tornar cada vez mais raro.
Vamo-nos perder no tempo.... Um dia os nossos filhos vão ver as nossas fotografias e perguntarão: "Quem são aquelas pessoas?" Diremos...que eram nossos amigos e...... isso vai doer tanto! "
Foram meus amigos, foi com eles que vivi tantos bons anos da minha vida!" A saudade vai apertar bem dentro do peito.
Vai dar vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente...... Quando o nosso grupo estiver incompleto... reunir-nos-emos para um último adeus de um amigo.
E, entre lágrimas abraçar-nos-emos. Então faremos promessas de nos encontrar mais vezes desde aquele dia em diante.
Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vida, isolada do passado.
E perder-nos-emos no tempo..... Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não deixes que a vida te passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de grandes tempestades.... Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!"

Ler mais: Luso Poemas
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segunda-feira, 5 de julho de 2010

sobre o tempo...


sobre o tempo...
Upload feito originalmente por musiciennedusilence

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Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final. Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver. Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos que já se acabaram. As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas possam ir embora. Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se. Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos. Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará. Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida. Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira.
– Fernando Pessoa

Por isso gosto de Fernando Pessoa... por isso gosto de literatura!
Achei esse trecho no espaço cibernético e ele se encaixa direitinho nesse fim de curso...

domingo, 4 de julho de 2010

Lágrimas de Jujuba, digo São Pedro



Upload feito originalmente por musiciennedusilence

"[...] O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas. [...]"
Carlos Drummond de Andrade
Mãos dadas

Esses últimos dias não estão sendo nada fáceis, tudo começou com o tempo, depois a questão do tempo abordada na minha monografia, passado, presente e futuro, aí minha cabeça ficou no passado passado passado, presente, futuro futuro futuro...

Até que recebi um e-mail convidando para assistir uma palestra sobre a obra da Nicole Lima, que está em exposição no Solar do Barão. Fiquei com vontadinha, mas não sabia se iria, até que encontrei o Alessandro na reitoria com a sua namorada e ele perguntou se eu iria. Fui!
Cheguei atrasada, mas o que peguei da fala foi ótimo em todos os sentidos! Para compreender melhor a obra, para me compreender melhor, enfim, para compreender melhor várias coisas!

Saí de lá sem vontade de ir embora e lembrei da exposição no Teatro da Caixa, Lágrima de São Pedro do Vinícius S.A. e fui também! Bem legal... várias lâmpadas penduradas em várias alturas com água dentro... fiquei um bom tempo lá dentro ouvindo a música e pensando na vida.

Depois encontrei uma amiga e passamos horas conversando sobre n coisas... foi bem bom, às vezes faz bem colocar tudo para fora! Preciso praticar mais vezes...

Enfim... boa semana!

terça-feira, 29 de junho de 2010

vazio


E vinha depois também, insinuada aos poucos no meio da manhã, uma vontade de que alguém telefonasse, tocasse a campainha, chamasse lá embaixo, a princípio vaga, mas cada vez mais nítida, até chegar quase a ferir, feito uma dor, agulha, brasa. Nada acontecia. Aquela como uma vontade de ser feliz, de haver alguma ordem ou estar noutro lugar onde fosse possível sentar ao sol comendo maçãs, deixava também de ser como um estar-à-beira-de-qualquer-coisa-boa. Campainha e telefone mudos, a manhã a transformar-se em tarde, emergia venenosa a sufocação, vontade de fugir, de não ser quem era nem ter vivido nenhuma das coisas que vivera. Todo um passado, essa coisa que chamam de passado, desembocava ali naquele momento, em pleno centro das manhãs esbranquiçadas de silêncio.
– Caio 3D: O essencial da década de 1990 - Caio Fernando Abreu

Rancor


Vincent Van Gogh
Upload feito originalmente por musiciennedusilence

sentei hoje em frente ao pc para fazer o artigo que o Venturelli pediu sobre um conto do Marçal Aquino, percebi que não tinha o texto e fui pesquisar na internet... seria perfeito se algumas coisas fossem ao contrário...
Enfim, segue ele logo abaixo:

RANCOR - Marçal Aquino

(Polaroid n° 49)

Estavam naquela fase em que um faz tudo para conquistar o ódio do outro, na esperança de que algo intenso volte a pulsar entre os dois.
Tinham se amado muito, eu sabia. A maior paixão que vi.
Ela me contou que às vezes se imaginava bem velha, feliz, ou pelo menos esclerosadamente satisfeita da vida, mas não o via ao seu lado. E que era incapaz de prever como ele ficaria na velhice, porque tinha certeza de que não estaria por perto para ver. Uma ironia. Segundo ela, a maior declaração de amor dele: "Quero envelhecer junto de você".
Fotógrafa. No início, ele achava divertido esse lado dela: artista. Com o talento chancelado por meia dúzia de prêmios e exposições. Depois passou a considerar suspeitas as fotos que, aos conjuntos, estavam espalhadas pelos cômodos da casa—até no banheiro. Sempre paisagens. Nenhuma pessoa. Jamais um rosto ou corpo provocara um disparo da velha Canon que ela costumava usar. Ele me disse: "Sabe aquele tipo de cena fajuta, que você fica com a impressão de que a natureza posou para o fotógrafo e ainda recebeu por isso?"
Ele fizera um filme aos 22 anos. Amado pela crítica, ignorado pelo público. A partir daí, mergulhou na publicidade e colecionou prêmios. Falou-se muito sobre um roteiro, que ele nunca deu por concluído. Virou lenda no meio. "Só vinte e poucas páginas de anotações", ela me disse, explicando por que deixara de respeitá-lo. Não levava a sério pessoas que abandonam o sonho para ganhar dinheiro. Ou, como disse seu analista, ela não conseguia amar homens que deixara de admirar.
Aí teve o caso dele com a modelo. Exageraram: apareceram até numa coluna social. (Eu estava fora do Brasil nessa época.) "Uma prostitutazinha anoréxica", de acordo com ela. Retaliou: saiu com um amigo do casal, depois de uma festa. Não deu sorte: o cara não funcionou, culpou o uísque. Ela: "Eu procurando alguém que me desejasse e encontro um homem que me respeitava demais".
"Só em filmes medíocres e nas novelas da televisão as pessoas que se amam terminam juntas. Na vida real é o contrário: quem fica junto são as pessoas que não se amam", ele me disse. "Amar é passar a temer o futuro", ela me disse.
Mas se amaram.
Peço a ela uma lista com dez coisas boas dele.
Ela enumera:
1—seu cheiro
2—sua gentileza
3—seu senso de justiça
4—sua generosidade
5—seu bom-gosto musical
6—seu lado místico
7—sua inteligência
8—sua originalidade ao presentear
9—sua paixão por filmes antigos
10—seu pau
"Quer mais?", ela pergunta.
Amava os desertos. Uma vez fotografou um, na Líbia. Nenhum beduíno ou camelo. Parecia a mesma foto repetindo diversas vezes a areia em ondas douradas. Ele: "Os desertos dela são interiores. Lá, as tempestades de areia costumam durar meses".
Perguntei a ele sobre as coisas que a lembravam.
Antes de responder, ele olhou para o vaso sobre a mesa de centro entre nós: flores sinistras. "Dez? Basta olhar para ela e você vai encontrar bem mais de dez coisas."
Ela está apoiada na janela, olhando a noite. Sem roupa. Observo seu corpo: mesmo na penumbra, bem mais de dez coisas para um sujeito lembrar-se por um bom tempo.
Ao virar-se para me sorrir, seu perfil se enquadra contra o céu escuro. Sardas no rosto. Constelações.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

quase no fim!


Eu sei, deveria estar em pânico (e estou) só tenho mais 2 dias de aula! Confesso que hoje no ônibus estava ouvindo uma música da Julieta Venegas que falava sobre partir e meus olhos encheram de água... não é fácil terminar um relacionamento de 7 anos! hahahahaha... passei esse tempo todo falando que estava no curso errado, que não me vejo trabalhando com isso e bla bla bla... mas agora, agora tá batendo uma saudadinha... vontade de ficar mais, mesmo não aguentando!
Enfim... ainda não entreguei a tal da monografia, tenho um saco de coisas para arrumar e quem sabe se eu virar um zumbi de madrugada consigo fechar com chave de ouro! Tirando isso... ótimas perspectivas para o segundo semestre e para 2011! Mas a única notícia que eu estava e ainda estou esperando não veio...
Bom... o post na verdade era pra contar sobre Campinas, hahaha... não consigo me concentrar ultimamente...
Tá, Campinas... sábado, 19 de junho, fui para lá fazer uma Oficina de Redação na Unicamp, foi ótima! E sinceramente não sei se a oficina foi melhor ou a viagem! Foi muito bom poder sair daqui um pouco, dar uma espairecida... a cidade não é aquelas coisas, achei feia na verdade, mas é sempre bom conhecer outros lugares... falando em lugares, quando estava indo pegar o ônibus para ir até o aeroporto, passei pela catedral de lá, entrei para dar uma fuçada e tirar fotos, claro! Quando me virei para tirar foto de um vitral um senhor puxou conversa, perguntando se eu sabia o que ia ter ali, porque tinha gente montando o som. Respondi que não era dali, que estava só conhecendo o lugar, de repente olho melhor para ele: gente, ele era igual, eu disse IGUAL ao meu avô! Foi muito estranho isso tudo! Aí chego aqui, comento com a minha mãe e ela me diz que nesse dia fez 4 anos que meu avô faleceu! Eu hein! Conversei um pouco mais com o senhor com a intenção de matar saudade do meu avô e fui embora, torcendo para que eu não estivesse falando sozinha ao olhar das pessoas que estavam ali, hehehe...
Ai ai... era isso... um post meio jogado sem pé nem cabeça... usei isso como pretexto para não mexer agora na monografia, hahaha... ok, não tem jeito... vou lá... ler Fiorin, Perini etc etc etc...

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Saramago

Estava eu no meu único dia de sono prolongado quando minha mãe abre a porta do quarto: “Ju, você tá com a TV ligada? Aquele escritor que você gosta morreu!”
Dei um salto da cama e liguei a TV para confirmar a notícia. Sim, estava ali na parte inferior da tela “morre, aos 87 anos, o escritor português José Saramago”, não consegui conter uma gotinha escorrendo no canto do olho direito.
Fiquei pensando no que poderia fazer para prestar uma singela homenagem, afinal de contas nosso caso de amor dura há pelo menos 12 anos!
Conheci o escritor lá pelos meus 15 anos numa aula de português. Íamos ter um feriado longo e a tarefa foi ler Ensaio Sobre a Cegueira e entregar uma resenha sobre o livro. Depois de criticar o preço do livro, minha mãe o comprou e fomos para a praia. Passei o dia todo da sala para o quarto, do quarto para a rede… com o livro nas mãos e só parei quando completei aquelas 312 páginas. Lembro perfeitamente que fechei o livro e fiquei em silêncio pensando em cada palavra usada, perguntando-me por que ele só usava pontos e vírgulas, como ele teria pensado em tudo aquilo? No dia seguinte li novamente no intento de apreender mais coisas que não havia apreendido na primeira leitura.
Depois desse primeiro contato, foi paixão à primeira vista! Quem sabe ele foi o culpado por eu ter escolhido cursar Letras, culpado também por eu ter esse olhar que tenho hoje, afinal de contas, a literatura nos faz mudar o olhar sobre o mundo.
Enfim… como parte do que sou hoje, é uma honra poder dizer que esse escritor português teve um papel importante na minha vida, e é com essa culpa que faço a humilde homenagem ao José Saramago, pois creio que a proposta de um escritor é de poder perturbar, fazer pensar os seus leitores, e se essa era a ideia do Saramago, comigo funcionou direitinho!

Na foto alguns dos seus livros, todos maravilhosos! E o Ensaio Sobre a Cegueira onde está? Está com uma amiga minha… espero sinceramente que cause nela o mesmo efeito que causou em mim.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

sobre literatura

"Hoje, se me pergunto por que amo a literatura, a resposta que me vem espontaneamente à cabeça é: porque ela me ajuda a viver. Não é mais o caso de pedir a ela, como ocorria na adolescência, que me preservasse das feridas que eu poderia sofrer nos encontros com pessoas reais; em lugar de excluir as experiências vividas, ela me faz descobrir mundos que se colocam em continuidade com essas experiências e me permite melhor compreendê-las. Não creio ser o único a vê-la assim. Mais deusa e mais eloquente que a vida cotidiana, mas não radicalmente diferente, a literatura amplia o nosso universo, incita-nos a imaginar outras maneiras de concebê-lo e organizá-lo. Somos todos feitos do que os outros seres humanos nos dão: primeiro nossos pais, depois aqueles que nos cercam; a literatura abre ao infinito essa possibilidade de interação com os outros e, por isso, nos enriquece infinitamente. Ela nos proporciona sensações insubstituíveis que fazem o mundo real mais pleno de sentido. Longe de ser simples entretenimento, uma distração reservada às pessoas educadas, ela permite que cada um responda melhor à sua vocação de ser humano."
A Literatura em Perigo, T. Todorov - ed. Difel/09 p.23-24
 
Na aula de hoje o Paulo Venturelli escreveu esse trecho do Todorov e disse que era para refletirmos... não sei se é porque o curso está acabando finalmente, ou se através desse texto eu finalmente me achei em vários sentidos, o que interessa é que achei perfeito! Enjoy!

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Bloomsday!

Aos amantes de literatura... hoje é comemorado o Bloomsday!

O Bloomsday é um feriado comemorado em 16 de junho na Irlanda em homenagem ao livro Ulisses, de James Joyce. É o único feriado em todo o mundo dedicado a um livro, excetuando-se a Bíblia.
O Bloomsday é comemorado na Irlanda e pelos amantes da literatura com diversos eventos oficiais e não oficiais. Também é comemorado todos os anos em vários lugares e em várias línguas. Em comum entre os muitos dedicados entusiastas e simpatizantes envolvidos nestas comemorações há o esforço por relembrar os acontecimentos vividos pelos personagens de Ulisses pelas dezenove ruas da cidade de Dublin.
Ulisses relata a odisséia do personagem Leopold Bloom durante 16 horas do dia 16 de junho de 1904 e é considerada um dos marcos da literatura contemporânea ocidental.
Há certa controvérsia sobre quando o Bloomsday começou a ser de fato comemorado. Alguns especialistas indicam 1925, três anos após o lançamento do livro, outros que foi na década de 1940, logo após a morte de James Joyce, enquanto a hipótese mais aceita indica que foi em 1954, na data do quinquagésimo aniversário do dia retratado em Ulisses.
Hoje o Bloomsday é uma efeméride inserida no calendário cultural de vários países que não é nem um pouco restrita ao círculo dos leitores das cerca de 900 páginas da obra Ulisses. É uma festa que pode acontecer em qualquer lugar onde se leia ou se discuta James Joyce e o Ulisses.
Texto extraído da Wikipédia 

Em Curitiba, está sendo comemorado no 11º da reitoria da UFPR, o evento começou às 14h e vai até às 18h30 + ou -... podendo ser prolongado para algum lugar com cerveja irlandesa!

Eu não sou fã da Wikipédia, mas até que explicou direitinho o que é esse dia =]


segunda-feira, 14 de junho de 2010

Leite Derramado

Preu não me sentir sozinha enquanto escrevo o trabalho sobre romance histórico, vai uma resenha que fiz sobre o livro...


Leite Derramado, Chico Buarque
 
Juliana Cristina da Silva

 
            Eulálio Montenegro D`Assumpção (sem pronunciar o “p” mudo para não causar deboche) é o protagonista do novo romance de Chico Buarque, Leite Derramado, publicado pela Companhia das Letras.
            Este senhor com pouco mais de 100 anos, encontra-se em um leito de hospital, de onde narra suas memórias e pensamentos, nem sempre cronológicos, seja porque sua memória já o confunde ou por estar sob efeitos dos medicamentos, por isso muitas vezes na obra aparece: “Não sei se já lhes contei alguma vez como conheci Matilde na missa do meu pai...”; as pessoas para quem ele conta os fatos são as enfermeiras, sua filha ou apenas divagações.
            Dentro desse emaranhado de pensamentos e lembranças nos damos conta de aspectos da história do Brasil, dos acontecimentos na sociedade do Rio de Janeiro do século passado, falar em francês na presença dos empregados, por exemplo, e até mesmo feitos dos familiares desse ancião na Europa. A partir do “quebra-cabeça histórico” apresentado, podemos encontrar referência à vinda da família real portuguesa, com a qual veio o seu trisavô, à belle épóque, à Segunda Guerra Mundial, à quebra da bolsa de Nova Iorque e à ditadura militar. Todos esses fatos nos são narrados para lembrar da importância do seu sobrenome perante a sociedade que aos poucos, com a vinda dos netos, bisnetos e tataranetos vai tornando-se cada vez menos importante, pois antigamente era um sobrenome que lhes abriam portas e agora no presente não influencia em mais nada.
            Chico Buarque, através do apanhado de informações, faz uso muito refinado da linguagem, usando flash-backs não-lineares, confundindo o leitor e inserindo a temática do racismo com sutileza, como por exemplo a Matilde que é descrita como “a mais escurinha das irmãs” ou o seu desejo sobre o seu colega filho de escravo.
            Sob meu olhar de leitora, este romance está próximo ao Budapeste, com histórias e personagens diferentes, claro, mas com uma certa aproximação na vida das personagens, ambos estão “perdidos”, ou melhor, em algum tipo de decadência, e próximo também ao Estorvo, pela descrição das cenas no Rio de Janeiro. Quanto à forma da linguagem, certamente Chico Buarque cresceu muito neste, Leite Derramado, pois ele consegue prender o leitor durante toda a narrativa, talvez pela empatia que o velho Eulálio nos causa ao contar sobre sua amada Matilde, mas principalmente pelo primor da escrita, na maioria das vezes parecendo fluxo de consciência, e aí está o primor da obra, Chico consegue fazer uso da linguagem como poucos, prendendo e confundindo o leitor na narrativa, mas sem que ele tenha se perdido ao elaborar a obra.
            Com as características apontadas sobre traços históricos, outro traço que podemos destacar na obra é o traço psicológico do protagonista, a partir das descrições e lembranças dele, é possível analisar a falta que fez uma estrutura familiar, o quanto o deixou perdido as viagens com o pai para a Europa e a aproximação das moças nas sofisticadas suítes dos hotéis, conhecer a neve das montanhas etc. Creio que também o que marca psicologicamente o protagonista é a presença/ausência de Matilde, presente sempre em suas memórias, mas ausente a partir de alguns acontecimentos e é quando Eulálio relembra da amada que seus pensamentos se confundem.
            Vale a pena dedicar alguns momentos para conhecer melhor esse velho saudosista e se perder entre as palavras derramadas nesse novo romance do Chico Buarque.


segunda-feira, 7 de junho de 2010

sobre fotografia

alegria - joy

Tirar fotos é prender a respiração quando todas as faculdades convergem para a realidade fugaz. É organizar rigorosamente as formas visuais percebidas para expressar o seu significado. É pôr numa mesma linha de mira a cabeça, o olho e o coração.”
Henri Cartier-Bresson

domingo, 6 de junho de 2010

Dia do Reclame!!!!!

Seguindo a ideia da Moni, vou fazer de segunda (07.06) o dia do Reclame também!
Moni! Apoiada sua ideia!

Aguardem os reclames!

sábado, 5 de junho de 2010

devaneios....

... hoje passei a tarde escrevendo a monografia, nem acredito que o pior já passou, ainda tenho os arremates, mas ufa!
Bem... queria escrever tanta coisa, mas no fundo não queria divulgar para o espaço cibernético e também para quem quero escrever não cabe aqui... enfim... muita coisa tem passado pela caixola, pelo cuore, pelas borboletas no estômago e não tem sido nada fácil... altos ataques de histeria, coisas acontecendo à noite, tremedeira, enfim... só posso escrever uma coisa: _ você tinha razão sobre as drogas (acho que só ele vai entender isso, hehe), não posso ficar sem elas!
whatever... quem sabe um dia a neblina vai embora e tudo fica bem de novo...

quinta-feira, 3 de junho de 2010

por isso gosto dele...

Suas palavras sempre vêem em boa hora!

Momentos
Junho 4, 2010 por Fundação José Saramago

Há momentos assim na vida: descobre-se inesperadamente que a perfeição existe, que é também ela uma pequena esfera que viaja no tempo, vazia, transparente, luminosa, e que às vezes (raras vezes) vem na nossa direcção, rodeia-nos por breves instantes e continua para outras paragens e outras gentes.
In Manual de Pintura e Caligrafia, Ed. Caminho, 6.ª ed., p. 291 (Selecção de Diego Mesa)

domingo, 30 de maio de 2010

Stats flickr!


Post para agradecer o número de visualizações em apenas 2h12!
Valeu!
189 visualizações =]

stripes


stripes
Upload feito originalmente por musiciennedusilence

Estava eu escrevendo a monografia (não vejo a hora de parar de falar nela) e minha mãe veio voando aqui no quarto: "Juliana rápido! Venha ver uma coisa!" Achei que fosse algo na TV e que nada, era esse céu lindo!
Imagem para quem sabe inspirar esse resto de domingo...

sábado, 29 de maio de 2010

odisseia da jujuba

Tudo começou numa sexta-feira à noite quando eu ia em diração ao lixo da cozinha. Escutei um barulhinho irritante vindo da pia e quando vejo: a torneira estava vazando!

Eu perdida no meio de 10 meninos/homens (sim, não consigo achar que os amigos do meu irmão são homens) e ninguém havia se dado conta disso. Ouvi muitos: ah eu vi que tava vazando, mas fiquei com medo de mexer! Lá fui eu mexer... e só piorei a situação... algumas tentativas minhas e de um ou dois corajosos a enfrentar a possibilidade de estragar a torneira do Paulão, e nada! Fechei o registro antes das tentativas lógico, mas o problema era: com esse registro fechado, nada de banho e água quente.
No desespero liguei para quem não devia e nada... afinal de contas, o que às quase 23h de uma sexta alguém poderia fazer para parar aquele plic plic plic plic...
Acordei relativamente cedo e fui tentar desmontar a maldita torneira, alguns banhos depois e nada, só camisola, meia e chinelos molhados.
Meu irmão acordou também e foi lá averiguar... foi malz aí maninho, mas ele não sabia nem pegar no alicate! No desespero novamente, liguei para o meu pai e ele disse: ah, coloca uma bacia embaixo e vai guardando a água até eu voltar! Lógico que não fiz isso! Até ele voltar a casa iria ficar cheia de bacias com água. Liguei de novo para quem não devia, me propus até de ir buscá-lo e levá-lo embora, e tá eu sei eu sei, a situação não é propícia para pedir favores, mas quem poderá me ajudar?! O _ lógico, foi a primeira coisa que passou na cabeça, ontem e hoje, confesso. Ele falou que não dava, que ele não poderia fazer nada. Agradeci com aquela voz em tom enorme de decepção com um: ah obrigada então mesmo assim, achei que você poderia me ajudar. Beijo.
Desliguei o telefone, troquei de roupa, escovei os dentes e o cabelo, desmontei o que precisava da torneira e fui atrás de alguma loja.
Cheguei no Balarotti já preparada para ouvir piadinhas do tipo: mas você entende disso?! Enfim... entrei na loja e fitei um vendedor com cara de quem poderia ajudar, até que: "Olha queridinha, não posso ajudar, mas você vai fazer um favor. Pega seu carrinho e segue pela Marechal até chegar na Casa das Torneiras, lá com certeza eles irão resolver seu problema. É só contornar o terminal do Carmo e pegar a Marechal novamente, estará logo ali." Fiquei agradecida pela dica, mas profundamente irritada com o "queridinha" e o "carrinho", afffffffff....
Pois bem, lá vou eu, a 50km/h em busca da tal Casa das Torneiras. Fui até lá na frente e nada. Resolvi voltar e parar numa loja cheia de badulaques. Não tinha, claro... mas o vendedor deve ter ficado comovido com as marcas de expressão na minha testa e pelo meu tom de voz e indicou novamente a já famosa Casa das Torneiras. Falou que era ao lado do quartel, sim, do lado direito da Marechal, passando o terminal do Carmos. E lá vou eu novamente... pensando... lá se vai a gasolina... esse carro bebe até dizer chega... preciso voltar logo, consertar, comer e fazer a monografia...
Fui e dessa vez a 40km/h para garantir que não passaria pela loja... e fui até o terminal do Boqueirão e nada da Casa das Torneiras... vi uma loja de louças para banheiro e torneiras, por alguns minutos fiquei saltitante dentro do carro esperando finalmente ser ali, até que descobri que não era e fui murchando murchando... o dono da loja informou que não era Casa das Torneiras e sim Rei das Torneiras, e que não era em frente e nem ao lado do quartel, era "passando aquele sinal ali, ao lado da loja de veículos". Quase dei um beijo no tiozinho! Eu já estava quase jogando os bets, ou melhor, indo comprar uma tampinha ou qualquer coisa para vedar o buraco que deixei!
Lá vou eu novamente, torcendo para ter lugar para parar e principalmente, a loja estar aberta!
Cheguei e nem acreditei! Havia um vendedor viajando no balcão só esperando por um cliente e era eu! "Moço, minha torneira tá vazando, trouxe algumas peças pra ver se ajuda. É acho que é por aqui mesmo que tá saindo aqui. Hummm, por aí não sei, não consegui reparar, mas tem jeito?!"
Ele se virou e mostrou uma peça igualzinha, quase igualzinha, porque a que ele mostrou tinha borracha. Disse que era para trocá-la e junto mandou eu levar uma outroa borracha para garantir. Parecia que eu tinha tirado uma tonelada das costas!
Saí da loja com a maldita peça e 15 reais mais pobre, mas feliz!
Cheguei em casa super saltitante! Até que (acho que meu irmão ficou treinando como usar o alicate, hehe) fomos instalar a peça nova. Meu irmão foi lá apertou e tudo, mas não parava de vazar (droga), aí resolvi colocar a torneira e descobrimos que esse vazamento de agora, com a peça nova, era porque havíamos colocado a peça de ponta cabeça, por isso vazava... arrumamos a posição da peça e agora está perfeito!

Ah... é tão bom ter essa sensação de que consegui fazer alguma coisa sozinha! Não me contive, depois do aperto de mão do meu irmão dizendo: "Puxa, ainda bem que não sou machista né, porque você como mulher arrumou isso, eu nem sabia onde mexer!" liguei pro _, sim, quebrando mais uma vez a condição, e disse: "Sei que você não tem nada com isso, mas há há há, consegui arrumar a torneira sozinha!" Coitado, ele deve ter pensando: "Surtou de vez!"

Desliguei o telefone com um sorriso no canto da boca e fui (como nunca na vida) feliz lavar a louça!

sexta-feira, 28 de maio de 2010

thanks!

Todos os dias a primeira coisa que faço é ver como estão as stats no Flickr (pois é, viciei nisso)...
Acho que uma forma de agradecer isso é colocar algumas fontes de onde vieram as visitas!
- I am a monster and no one likes me
- Whisper Crimson
Desses dois tumblr partiram visualizações para essa foto:

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Ah São Paulo...

(mais no flickr)

Pois então... São Paulo!
Cidade caótica, misteriosa, frenética, intrigante, onde o tempo não para um segundo!
Que saudade desse lugar! 
Acabei de ler um post no tumblr sobre uma viagem para São Paulo e me deu vontade de postar sobre ela também =]

Parte, grande parte, da saudade que estou sentindo não é exatamente da cidade em si, mas da pessoa que conheci aqui/lá... Foi com ela que conheci São Paulo, aprendi a gostar de São Paulo e guardo ótimos momentos, também quase 2 anos cheios de indas e vindas... tudo de bom!
Fomos em vários lugares, cidades próximas, nos perdemos e depois nos achamos, pagamos pedágio sem precisar, demos voltas enormes de trem, comilança na Liberdade, caminhada no Ibirapuera, aventura na Santa Ifigênia, sessão no cine Marabá, dirigir na marginal Pinheiro, furar sinal na Bandeirantes (hahaha), sempre passar na ponte estaiada... tantas e tantas coisas perfeitas... que saudade de quem me fez passar por tudo isso...
Enfim... São Paulo sempre continuará no seu lugar prontinha para ser visitada...

segunda-feira, 24 de maio de 2010

WTF?!

coisas estranhas aconteceram essa noite... fiquei algo preocupada... ouvi dizer que pode ser sinal de depressão... depressão eu?! vai saber...

domingo, 16 de maio de 2010

menos


Ultimamente ando pensando em coisas mil e minha cabeça fica cada vez mais confusa (ok, parece diário de adolescente, e quem garante que eu ainda não seja uma?)...
o fato é que hoje, como de praxe, ouvi o podcast do Salomão Schvartzman, e entre tantos um meio que respondeu uma das minhas confusões. Nesse podcast, ele falava sobre o tempo, e que com ele não ficamos velhos, ficamos apenas menos...
Enfim, segue um trecho que achei ótimo:

“... sabe a história do Marcel Proust?! E o Conny contou ali mesmo na calçada que um amigo de Proust, viajou, casou, viveu, encontrou-se com o escritor na rua por acaso, os dois haviam sido íntimos, o amigo quis saber se era o mesmo ou se havia mudado fisicamente durante os anos de ausência e o Proust respondeu a mesma coisa, que estava tudo bem, apenas menos.
... com o tempo não pioramos necessariamente, continuamos na mesma, belos ou feios, bons ou maus, inteligentes ou burros, só que menos. É preciso um encontro, um acaso, até mesmo um testemunho explícito de um observador que possa captar o que em nós está menos. Menos brillho no olhar, menos vitalidade no gesto, menos rapidez no pensamento, menos alegria no sorriso... o tempo é  um carrasco gradual, não tem e nem precisa ter pressa, o ritmo com que ficamos cada dia menos, dará a medida de nossa decadência...
... o rosto conta tudo, em detalhes e eles são testemunhas do meu olhar fatigado, do cansaço de tudo, que eu também estou menos, cada vez menos, mas feliz.”



sábado, 15 de maio de 2010

jujubas!


Monografia, provas, trabalhos, reforma em casa, furadeira, serradeira, marteladas... só mesmo umas jujubas para animar!
Essa garrafinha de Coca cheia de jujubas foi um dos presentinhos que ganhei da Moni no nosso amigo secreto do ano passado =]
Depois de detonar umas jujubas, está na hora de voltar à monografia, não vejo a hora disso tudo acabar!

sábado, 8 de maio de 2010

friozinho

UUUUUUUUUUAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHH...
Que dia mais preguiçoso!
A parte da manhã rendeu pelo menos... se não fosse um namorado interessado no bem estar da pessoa que escreve, nada disso teria acontecido... sim, tocou o celular: "acorda preguiça! não vai na academia não?!" e lá vamos nós...
depois almoçamos ali perto do Paço da Liberdade e cada um foi para seu cantinho =/
chegando em casa, tomei aquele banho quentinho e gostoso, fiz brigadeiro de panela (sim, a academia já era) e só...
na verdade o post é só para não ficar muito tempo sem nada aqui...
sorry!

sexta-feira, 30 de abril de 2010

batuque na XV

Enfim... depois de uma aula sobre as línguas que os africanos trouxeram ao Brasil na época da colonização, a epistemologia de escravo e bugre (bem curiosa, mas não posso publicar aqui)... estava indo para casa, e como a Sofia (minha colega argentina) mora no meio do caminho de um ponto de ônibus, resolvi ir com ela para colocarmos o assunto em dia. A deixei na porta do prédio e segui rumo à Carlos Gomes... fui pela Marechal Deodoro, porque fiquei com medo de andar pela XV com a câmera na mochila... bom, estava quase chegando perto da rua da praça, comecei a ouvir uns batuques estranhos... parecia ensaio de escola de samba... resolvi chegar mais perto e ver o que acontecia... deu nisso! Uma roda (algo bagunçada) de samba, com um povo dançando e outro tanto só olhando... não resisti e tirei umas fotinhos!
Uma delas é essa aí, sei que ficou sem foco, mas adorei a ideia de movimento nela, porque realmente mexeu com algumas pessoas!
Bom final de semana!

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Alice


ali

ali
se

se alice
ali se visse
quanto alice viu
e não disse

se ali
ali se dissesse
quanta palavra
veio e não desce

ali
bem ali
dentro da alice
só alice
com alice
ali se parece

(in: Caprichos & Relaxos (saques, piques, toques & baques), Paulo Leminski)

terça-feira, 27 de abril de 2010

Juba da Jujuba

Nada a ver essa foto... na verdade é só para constar como o povo é curioso! Sou uma Zé Ninguém, mas só se estar com um tripé na mão viro alguém importante, hahaha... Dêem uma olhada no povo lá no fundo!
Vontade de pegar um dia só para fotografar... ai ai...

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Mais Teatro, Brasil!!!!

Que papo é esse?!
Simples: muitos estão participando da campanha Mais Teatro, Brasil! E alguns blogueiros foram convidados para ajudar a divulgar a campanha, sendo assim, essa divulgação foi extendida para quem tiver afim de vestir a camisa e usar o blog para espalhar a notícia por todos os cantos cibernéticos.

Tá e daí?! Daí que está lançada esta campanha que é, na verdade, um manifesto para que tenha mais teatro nas cidades brasileiras, e não só o teatro, com ele vem a inclusão sociocultural, educacional e digital para espalhar cultura e arte por todo o Brasilzão!

Para que nós possamos alcançar o objetivo do manifesto, devemos colher o maior número de assinaturas para que se possa dar entrada ao Projeto de Lei de Iniciativa Popular e que dessa forma, seja obrigatória a construção de um "Centro Integrado de Cultura" em cada cantinho do Brasil que tenha uma população maior que 25 mil habitantes.

Dado o resumo da ópera, participem dessa campanha! Assinar não custa nada além de alguns cliques e você pode ter mais informação no site oficial da campanha Mais Teatro Brasil: O Teatro é Nosso!

Vamos nos mexer, afinal de contas O Teatro é Nosso! E só depende de nós para que essa arte chegue a todos!

domingo, 25 de abril de 2010

birds

video

Coisas que a gente faz quando deveria fazer outras coisas bem mais "importantes"...

sexta-feira, 23 de abril de 2010

A Estrada


'A Estrada' - Um homem (Viggo Mortensen) e seu filho tentam sobreviver em meio a um mundo destruído por um cataclisma. Adaptação do romance homônimo e vencedor do Pulitzer de 2007, de Cormac McCarthy - autor dos livros que deram origem a 'Espírito Selvagem' e 'Onde os Fracos Não Têm Vez'. O australiano John Hillcoat dirige o longa a partir do roteiro de Joe Penhall. O elenco também conta com Charlize Theron e Guy Pearce.

Fui assistir hoje... não estava nos planos... apenas uma jantinha, mas caímos no cinema. E sim, deixamos de assistir Alice para assistir esse!
O filme é bem denso, nem um pouco alegre, digamos que não é um filme para assistir na sexta à noite com o namorado, mas é excelente! Fazia um bom tempo que eu não via um filme bom desse tipo, daqueles que cutucam e você sai do cinema com a história na cabeça... enfim... propaganda demais pode atrapalhar quem pretende ver... a dica é ir sem pensar no que esperar!

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Post pra Nati!


Estava mexendo na minha escrivaninha e olha só o que achei!
Nati, faz um ano que você me deu esse pacote de poesias do Leminski! E nossa, nem imaginava que agora eu estaria estudando sobre ele e com planos em cima das poesias dele!
Thanks thanks thanks!
Saudades de você!

wo ai ni


Ontem eu estava saindo da aula e vi um menino esperando sua namorada no carro. Quando ela o viu, abriu um sorriso tão lindo e deu para ver o quanto os olhos dele brilharam!
Achei tão lindo isso... enfim...

domingo, 18 de abril de 2010

un poco de mí

eu devia estar dormindo, eu sei...
eu devia estar lendo, eu sei...
mas só estava fotografando, hehe...

de repente senti uma vontade enorme de fazer isso, e como não dá para sair de madrugada sozinha com a câmera... foi no quarto mesmo...

enfim... era isso!

"A paixão segundo GH"

Estava visitando o blog da Moni e encontrei esse teste que eu havia mandado para ela uma vez, na primeira vez que o fiz, meu resultado saiu igual ao dela: "Antologia Poética" do Drummond, hoje deu "A paixão segundo GH"... engraçado isso... estamos em constante mutação...

Será que sou assim mesmo?

"A paixão segundo GH", de Clarice Lispector

Você é daqueles sujeitos profundos. Não que se acham profundos – profundos mesmo. Devido às maquinações constantes da sua cabecinha, ao longo do tempo você acumulou milhões de questionamentos. Hoje, em segundos, você é capaz de reconsiderar toda a sua existência. A visão de um objeto ou uma fala inocente de alguém às vezes desencadeiam viagens dilacerantes aos cantos mais obscuros de sua alma. Em geral, essa tendência introspectiva não faz de você uma pessoa fácil de se conviver. Aliás, você desperta até medo em algumas pessoas. Outras simplesmente não o conseguem entender.
Assim é também "A paixão segundo GH", obra-prima de Clarice Lispector amada-idolatrada por leitores intelectuais e existencialistas, mas, sejamos sinceros, que assusta a maioria. Essa possível repulsa, porém, nunca anulará um milésimo de sua força literária. O mesmo vale para você: agrada a poucos, mas tem uma força única.

Julieta Venegas

Esses dias estava indo para a faculdade e ouvi essa cantora.
A versão unplugged é ótima, e para variar quase choro, ou choro, quando escuto, que emo, hehehe... Brincadeiras à parte, a música é linda.

Si quieres un poco de mí
Me deberías esperar
Y caminar a paso lento
Muy lento

Y poco a poco olvidar
El tiempo y su velocidad
Frenar el ritmo, ir muy lento, más lento.

Sé delicado y espera
Dame tiempo para darte
Todo lo que tengo.

Si quieres un poco de mí
Dame paciencia y verás
Será mejor que andar corriendo
Levantar vuelo

Y poco a poco olvidar
El tiempo y su velocidad
Frenar el ritmo, ir muy lento
Cada vez más lento.

Sé delicado y espera
Dame tiempo para darte
Todo lo que tengo.

Si me hablas de amor
Si suavizas mi vida
No estaré más tiempo
Sin saber que siento.

Sé delicado y espera
Dame tiempo para darte
Todo lo que tengo.

sábado, 17 de abril de 2010

terça-feira, 13 de abril de 2010

Jesus ama você!


Ando quase com a certeza de que querem me converter!

Quinta foi a história da moda evangélica e hoje, indo ao apê do Ander, paro para atravessar a rua, quando sinto um dedo indicador alheio tocar meu braço e falar: "Jesus ama você!"
Essas coisas só acontecem comigo!

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Dostoievski

Estou lendo um livro para a monografia (As astúcias da enunciação, Fiorin) e nele tem essa citação de Crime e Castigo:
Eu gosto disso, de que a gente se engane!... É a única coisa em que o homem é superior aos outros organismos. É assim que se chega à verdade. Sou um homem e é porque me engano que sou um homem. Não se chegou nunca a nenhuma verdade sem ter-se enganado ao menos quatorze vezes, ou talvez mesmo cento e quatorze vezes e isso é talvez um caso singular em seu gênero. Mas sequer sabemos enganar-nos de uma maneira pessoal. Um erro original vale talvez mais que uma verdade banal (Dostoieviski, 1947, p.386).
Ele é genial!
Boa semana aos poucos frequentadores...






domingo, 11 de abril de 2010

moda evangélica?


Estava no ônibus a caminho do oftamologista para ficar um pouco menos cegueta até que ouço um:
- Ei mocinha, tudo bem? - Era um senhor com seus 60 e poucos anos... olhei e respondi :
- Tudo bem e você?
- Tudo, você sabe o que quer dizer moda evangélica?
- Bom, provavelmente algum evangélico criou para outros evangélicos comprarem lá...
- Seriam roupas mais recatadas?
- Ah deve ser, minha tia é e só pode usar saia comprida e blusas fechadas...
- Esquisito isso não?!
- Com certeza, mas...
E ficou aquele silêncio com vários olhares em nossa direção. Até que o senhor levantou-se para saltar no próximo ponto, olhou-me com um ar de criança aprontando alguma coisa e perguntou:
- E você, vai aderir à moda? - Respondi rindo:
- Eu não e o senhor?!
Ele fez que não com a cabeça e ficou rindo... deu um até logo simpático e foi embora...

mais Leminski

(foto - musicienne)

aqui

nesta pedra

alguém sentou
olhando o mar

o mar
não parou
pra ser olhado

foi mar
pra tudo quanto é lado

(P. Leminski - Polonaises, Curitiba - 1981)

sexta-feira, 19 de março de 2010

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

tirinhas...



tirinhas tiradas do site do Liniers.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Caros leitores

Hoje fui cobrada novamente, pela Nati dessa vez, a outra foi o Ander, sobre o desafio dos filmes. Quero deixar aqui meu pedido de desculpas, mas o cinema aqui em Curitiba anda muito fraco, Xuxa em o Mistério da Feiurinha e O Fada do Dente não rola mesmo... Hoje ia assistir Onde os Monstros Vivem, com minhas amigas, mas... levei 1h15 para andar uns 10km... uhum... resumindo, perdi a sessão... pelo menos ganhei uma boa conversa com elas =]

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Flávio Damm: dica do dia

Em exposição no MON até o dia 28 de fevereiro.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

a short love story


A Short Love Story in stop motion by Carlos Lascano.
É linda! Vejam!

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Notícia da semana!


A notícia foi extraída da Folha de São Paulo, na imagem tem o link para ver o vídeo da BBC.
"Um cachorro foi resgatado em um bloco de gelo à deriva em alto mar, a pelo menos cem quilômetros de distância de casa. O cão estava assustado, molhado e tremendo quando foi retirado do gelo. Ele foi visto pela tripulação de um navio polonês nas águas do mar Báltico.
Inicialmente, eles pensaram se tratar de uma foca. Mas, quando se aproximaram, perceberam que era um cachorro e começaram a tentar salvá-lo, primeiro com uma rede, depois colocando o cão em um bote inflável.
O cão foi avistado pela primeira vez em um bloco de gelo à deriva ao longo do rio Vistula, na Polônia, mas bombeiros não conseguiram chegar até ele. Quando foi resgatado pela tripulação do navio Baltica, ele já havia flutuado cerca de 24 quilômetros em alto mar. Ele deverá receber o nome de "sortudo" em polonês. O cachorro está agora está se recuperando e, se a tripulação do navio polonês não conseguir localizar seus donos, irá tentar achar um novo lar para ele."
Reportagem extraída da Folha de São Paulo

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

refúgio


Fotografia de Marco Paoluzzo, retirada do site dele.

Navegando pelo Flickr, encontrei as fotos do fotógrafo Marco Paoluzzo, esta é uma delas... Não dá vontade de pular dentro da foto e descobrir em que lugar dá esse caminho?!

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Nessun film


Nada de filme semana passada fiéis leitores...
Tentativa frustrada em SP, sessão lotada... Essa semana assistirei 2 para compensar.
Mas farei diferente: um no cinema e outro em casa, porque esse segundo ficou pouco tempo nas telonas aqui e não foi muito divulgado, assim é um modo de divulgá-lo um pouquinho.

(dia muito bom hoje! com direito à surpresa de fazer sair lágrimas dos olhos... e ver pessoas queridas... mãe, faltou você!)

Até sexta posto os dois filmes, dessa semana e da semana passada!

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Vamos falar de cinema!

Humildes leitores desse blog, eu sei que ainda não consegui postar nenhuma crônica, o que era a ideia inicial.
Enquanto estava descansando e matando saudades em SP, alguém me perguntou: Ju e o seu blog?
Pois é, e o meu blog... Pensei em várias coisas que pudessem ser úteis para usar aqui e nada. Até que caí no clichê (eu e meus "clichês"): Vou toda semana no cinema e escrevo um pouco sobre o filme e sobre o que aconteceu na sala! Com isso ouvi: Ah legal Ju!
Então...


Está lançado o desafio! 1 filme por semana = 1 post por semana! 52 semanas = 52 posts!

Para começar então, por se o primeiro, irei citar 3 filmes: Avatar, Contatos de 4º Grau e Lula, o filho do Brasil.

Avatar (James Cameron): depois de tentativas frustradas no Imax aqui em Curitiba e em São Paulo, e até mesmo no Cinemark 3D, finalmente conseguimos os ingressos para assistir o tão esperado filme. Lá fomos nós, com seus óculos 3D aguardando o filme começar. Foi engraçado perceber a expectativa de cada um sobre Avatar, o filme ainda não tinha começado e a maioria com seus óculos olhando para a tela. Fiquei tão ligada ao que passava depois de começar que não olhei para as pessoas ao lado, o filme é lindo visualmente, pena ter pecado no roteiro, um pouco fraco achei, mas me conquistou no visual. Ao sairmos, o Ander me disse que o menininho ao seu lado, falou para a mãe que achou o filme muito violento, realmente o filme não é muito indicado para crianças de uns 5 ou 6 anos.



Contatos de 4º Grau (Olatunde Osunsanmi): depois de um reveillon totalmente excelente, ao voltarmos da nossa viagem, dormimos um pouco para descansar e fomos ao cinema assistir Contatos de 4º Grau. Gostei do filme, mas depois de pensar, acho que gostei mais por gostar do assunto do que do filme propriamente dito. Dá para levar alguns sustos e ficar com medo (não queria dormir), mas o mais engraçado foi que na cena mais assustadora, digamos assim, estava todo mundo tenso quando, de repente, PUF! Alguém atrás de nós soltou um foguetinho... Fiquei roxa de tanto segurar o riso, mas foi só encostar a cabeça no ombro do Ander e pronto: ataque de riso descontrolado!


Por fim, Lula, o filho do Brasil (Fábio Barreto): saí do trabalho correndo para poder pegar a sessão das 14h30, cheguei em cima da hora. Não sei porque, eu tinha a esperança de encontrar a sala cheia, se tinham 15 pessoas era o muito. Escolhi a poltrona mais isolada possível para poder observar as pessoas que iriam entrar, tinham algumas pessoas sozinhas, como eu, algumas tiazinhas, um casal e duas senhorinhas bem de idade (adorei isso). Bom, o filme mal começou e eu já comecei a chorar (fiquei com dó do cachorrinho), depois tocou uma música do Tim Maia, e pronto, chorei mais ainda. Aconteceram outras coisas também que deram vontade de chorar, mas quero deixar bem claro: o filme não é um dramalhão que quer passar a imagem de alguém coitadinho, é apenas a história de uma família bem humilde e que tem uma mulher batalhadora que dá conta de criar seus filhos sozinha, e um dos filhos se destaca.


Para encerrar a mini maratona: dos 3 filmes, recomendo o do Lula, se você não quer assistir porque é da Globo Filmes ou porque é sobre o Lula, deixe o preconceito de lado e vá ao cinema (eu torço o nariz quando é da Globo Filmes, pronto falei). O filme é muito bom e vale a pena ser visto pela sua história, sua fotografia e a arte. E para os amantes de tecnologia, claro, fica o Avatar.

obs.: as fotos foram tiradas de blogs, caso alguém saiba o autor, avise para que eu possa colocar aqui, porque em nenhum deles tinha o crédito do fotógrafo.
obs.2: o texto ficou meio assim, a movimentação estava grande, o pc deu pau com o windows 7 etc... capricharei mais nos próximos, prometo!

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Macanudo!


Saí do trabalho mais cedo (? fato curioso) e encontrei meu irmão para almoçar... Ele resolveu parar na Itiban para comprar o vol. 2 do Star Craft, enquanto isso dei uma olhada e não resisti! Finalmente em minhas mãos: Macanudo nº1 por Liniers! É ótimo!

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

2010!

Para ver mais fotos clique aqui



Eu não queria cair no clichê, mas vi que não tem jeito então... minha criatividade é pouca e dei uma editada no texto abaixo...
Um novo ano começou!
O engraçado é que (teoricamente) continua tudo igual: ainda seremos os mesmos, ainda teremos os mesmos amigos, o mesmo emprego, as mesmas dúvidas, os mesmos sentimentos, seremos ainda as mesmas pessoas que fomos em 2009 (com algumas ruguinhas a mais) e ainda seremos frutos das escolhas que fizemos durante a vida até o momento...
A diferença entre um ano e outro, é que teremos um ano INTEIRINHO pela frente, novinho em folha! Como uma página em branco só esperando a tinta da caneta, o grafite do lápis ou o toner da impressora, para que possamos colocar nossos planos que ainda não tivemos força de vontade, coragem ou fé para executar.
365 dias para fazermos o que quisermos!
Sempre há uma escolha... e, justamente por isso, faça as melhores escolhas que puder, sorria o máximo que puder, cante a música que quiser, ame muito, abrace bem apertado!
Que 2010 seja um ano cheio de coisas gostosas e que venha o necessário para que seja possível realizar tudo o que desejamos!