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domingo, 18 de abril de 2010

"A paixão segundo GH"

Estava visitando o blog da Moni e encontrei esse teste que eu havia mandado para ela uma vez, na primeira vez que o fiz, meu resultado saiu igual ao dela: "Antologia Poética" do Drummond, hoje deu "A paixão segundo GH"... engraçado isso... estamos em constante mutação...

Será que sou assim mesmo?

"A paixão segundo GH", de Clarice Lispector

Você é daqueles sujeitos profundos. Não que se acham profundos – profundos mesmo. Devido às maquinações constantes da sua cabecinha, ao longo do tempo você acumulou milhões de questionamentos. Hoje, em segundos, você é capaz de reconsiderar toda a sua existência. A visão de um objeto ou uma fala inocente de alguém às vezes desencadeiam viagens dilacerantes aos cantos mais obscuros de sua alma. Em geral, essa tendência introspectiva não faz de você uma pessoa fácil de se conviver. Aliás, você desperta até medo em algumas pessoas. Outras simplesmente não o conseguem entender.
Assim é também "A paixão segundo GH", obra-prima de Clarice Lispector amada-idolatrada por leitores intelectuais e existencialistas, mas, sejamos sinceros, que assusta a maioria. Essa possível repulsa, porém, nunca anulará um milésimo de sua força literária. O mesmo vale para você: agrada a poucos, mas tem uma força única.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Mais uma semana começando...


Homenagem à Moni que fez a ilustração e à Nati que inventou o apelido!

6h10 desperta a TV e com grande esforço coloco a mão para fora do edredon para baixar o volume.
6h15 desperta o celular e deixo a função soneca me atormentar até tomar coragem para levantar.
No trabalho, nada de mais... só aqueles roteiros malditos que não vão com a minha cara, parece que quanto mais os coloco no padrão, mais páginas brotam no final dos arquivos!
13h57 "Acabei Kelly!" Dando pulos de alegria!
"Amanhã tem mais de onde vieram estes! Obrigada!"
Ah que inferno!
Corri para fora do Eugênia de Campos, antes que mais roteiros viessem atrás de mim, rumo à biblioteca na ânsia de encontrar um certo livro sobre fotografia. Nada!
Cabisbaixa, dirigi-me até a academia para descontar a revolta na minha pochete. (Ouvi dizer que em 3 meses ela some, faz quase um mês e tudo, exceto ela, já sumiu!) Tudo bem, não sou a pessoa mais dedicada do mundo, então, terei que aprender a conviver com ela!
Saí morta de fome, não almocei, fui voando até a cantina da academia: "Moça, vê uma salada de fruta por favor!"
"Você quer a completa?"
A fome era tanta que não exitei em responder que sim.
Eis que chegou: enorme em sua tigela, com direito à iogurte natural, granola, mel e, claro, não poderiam faltar as frutas!
Enfim...

Lá pelas 16h30, fui matar tempo em uma livraria, logo na entrada vi um livro do Saramago (meu escritor preferido) "Caim", peguei, folheei, li sua orelha, levo... não levo... coloquei no lugar novamente e fui conferir as novas edições sobre as obras da Clarice Lispector. Confesso que me decepcionei um pouco com o acabamento (a ilustração da capa está linda), e confesso novamente que nunca achei essa editora muito caprichosa.
Continuei minha viagem pela livraria. Admito que só recorro a ela em caso extremo de preguiça, pois a acho fraca de acervo, bagunçada e muito cara! Saí de lá, óbvio, com as mãos abanando e com vontade de ter papel e caneta nas mãos para escrever o que escrevi agora mesmo.
Pois bem, disposta a comprar um bloco e qualquer coisa que escrevesse, fui em direção à rua XV, e lembrei mais uma vez, como véspera de Natal é horrível! Tem de tudo e mais um pouco na rua, desde Papais Noéis loucos para agradar as crianças, até as crianças loucas por tudo, brinquedos, sorvete, colo...
Compra realizada. 17h14, à caminho do café do Paço. Disquei para São Paulo "no momento o número chamado encontra-se indisponível" Droga.
Entrei no café do Paço da Liberdade e já vi uma cara conhecida, a Cibele, há uns 2 anos mexemos em um roteiro de um longa que provavelmente nunca ficará pronto. (essa cidade é um ovo!)
Feliz da vida, escolhi um lugar e fiquei admirando o simpático café e seus frequentadores (bem diferentes do café que fica perto da Santos Andrade! Outra hora posto sobre isso). Sentindo-me em casa, finalmente saquei o meu mais novo caderninho e a caneta Bic, comecei a escrever.