domingo, 18 de abril de 2010

"A paixão segundo GH"

Estava visitando o blog da Moni e encontrei esse teste que eu havia mandado para ela uma vez, na primeira vez que o fiz, meu resultado saiu igual ao dela: "Antologia Poética" do Drummond, hoje deu "A paixão segundo GH"... engraçado isso... estamos em constante mutação...

Será que sou assim mesmo?

"A paixão segundo GH", de Clarice Lispector

Você é daqueles sujeitos profundos. Não que se acham profundos – profundos mesmo. Devido às maquinações constantes da sua cabecinha, ao longo do tempo você acumulou milhões de questionamentos. Hoje, em segundos, você é capaz de reconsiderar toda a sua existência. A visão de um objeto ou uma fala inocente de alguém às vezes desencadeiam viagens dilacerantes aos cantos mais obscuros de sua alma. Em geral, essa tendência introspectiva não faz de você uma pessoa fácil de se conviver. Aliás, você desperta até medo em algumas pessoas. Outras simplesmente não o conseguem entender.
Assim é também "A paixão segundo GH", obra-prima de Clarice Lispector amada-idolatrada por leitores intelectuais e existencialistas, mas, sejamos sinceros, que assusta a maioria. Essa possível repulsa, porém, nunca anulará um milésimo de sua força literária. O mesmo vale para você: agrada a poucos, mas tem uma força única.

Julieta Venegas

Esses dias estava indo para a faculdade e ouvi essa cantora.
A versão unplugged é ótima, e para variar quase choro, ou choro, quando escuto, que emo, hehehe... Brincadeiras à parte, a música é linda.

Si quieres un poco de mí
Me deberías esperar
Y caminar a paso lento
Muy lento

Y poco a poco olvidar
El tiempo y su velocidad
Frenar el ritmo, ir muy lento, más lento.

Sé delicado y espera
Dame tiempo para darte
Todo lo que tengo.

Si quieres un poco de mí
Dame paciencia y verás
Será mejor que andar corriendo
Levantar vuelo

Y poco a poco olvidar
El tiempo y su velocidad
Frenar el ritmo, ir muy lento
Cada vez más lento.

Sé delicado y espera
Dame tiempo para darte
Todo lo que tengo.

Si me hablas de amor
Si suavizas mi vida
No estaré más tiempo
Sin saber que siento.

Sé delicado y espera
Dame tiempo para darte
Todo lo que tengo.

sábado, 17 de abril de 2010

terça-feira, 13 de abril de 2010

Jesus ama você!


Ando quase com a certeza de que querem me converter!

Quinta foi a história da moda evangélica e hoje, indo ao apê do Ander, paro para atravessar a rua, quando sinto um dedo indicador alheio tocar meu braço e falar: "Jesus ama você!"
Essas coisas só acontecem comigo!

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Dostoievski

Estou lendo um livro para a monografia (As astúcias da enunciação, Fiorin) e nele tem essa citação de Crime e Castigo:
Eu gosto disso, de que a gente se engane!... É a única coisa em que o homem é superior aos outros organismos. É assim que se chega à verdade. Sou um homem e é porque me engano que sou um homem. Não se chegou nunca a nenhuma verdade sem ter-se enganado ao menos quatorze vezes, ou talvez mesmo cento e quatorze vezes e isso é talvez um caso singular em seu gênero. Mas sequer sabemos enganar-nos de uma maneira pessoal. Um erro original vale talvez mais que uma verdade banal (Dostoieviski, 1947, p.386).
Ele é genial!
Boa semana aos poucos frequentadores...






domingo, 11 de abril de 2010

moda evangélica?


Estava no ônibus a caminho do oftamologista para ficar um pouco menos cegueta até que ouço um:
- Ei mocinha, tudo bem? - Era um senhor com seus 60 e poucos anos... olhei e respondi :
- Tudo bem e você?
- Tudo, você sabe o que quer dizer moda evangélica?
- Bom, provavelmente algum evangélico criou para outros evangélicos comprarem lá...
- Seriam roupas mais recatadas?
- Ah deve ser, minha tia é e só pode usar saia comprida e blusas fechadas...
- Esquisito isso não?!
- Com certeza, mas...
E ficou aquele silêncio com vários olhares em nossa direção. Até que o senhor levantou-se para saltar no próximo ponto, olhou-me com um ar de criança aprontando alguma coisa e perguntou:
- E você, vai aderir à moda? - Respondi rindo:
- Eu não e o senhor?!
Ele fez que não com a cabeça e ficou rindo... deu um até logo simpático e foi embora...

mais Leminski

(foto - musicienne)

aqui

nesta pedra

alguém sentou
olhando o mar

o mar
não parou
pra ser olhado

foi mar
pra tudo quanto é lado

(P. Leminski - Polonaises, Curitiba - 1981)